Antes Sol do que mal acompanhada.
Brinquedo de Palavras
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004
Órgãos secos
Nem por Zeus, nem por ninguém. Ficar mais úmido que a umidade e mais molhado que a água é física e quimicamente impossível. Nada que não possa ser contrariado. Basta tentar atravessar a rua em uma noite de terça-feira numa Brasília que ao que tudo indica não secará jamais. Espere o sinal fechar. Seja civilizado. Até cante e, quando você menos esperar, chuááf!. A água do chão em você. Direto dos pneus de um carro qualquer. Você se sente mal? Se irrita? Que nada. Tá bom... Um pouquinho, mas ao mesmo tempo pensa que não há porque se indignar, porque talvez a única coisa que esteja seca em você seja o céu da sua boca ou alguns de seus órgão internos. O baço quem sabe. O pensamento, também molhado, ensaia o pedido: -Meu Deus, por favor, chega de chuva!
Nem por Zeus, nem por ninguém. Ficar mais úmido que a umidade e mais molhado que a água é física e quimicamente impossível. Nada que não possa ser contrariado. Basta tentar atravessar a rua em uma noite de terça-feira numa Brasília que ao que tudo indica não secará jamais. Espere o sinal fechar. Seja civilizado. Até cante e, quando você menos esperar, chuááf!. A água do chão em você. Direto dos pneus de um carro qualquer. Você se sente mal? Se irrita? Que nada. Tá bom... Um pouquinho, mas ao mesmo tempo pensa que não há porque se indignar, porque talvez a única coisa que esteja seca em você seja o céu da sua boca ou alguns de seus órgão internos. O baço quem sabe. O pensamento, também molhado, ensaia o pedido: -Meu Deus, por favor, chega de chuva!
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004
Velho homem
O velho anda, se coça, esfrega a mão, mas o velho não pára;O velho balança os pés, dá uma balinha para o menino, mas o velho não pára;
O velho vira a cabeça, sorri, faz sinal para o ônibus parar, mas o velho não pára;
O velho conversa, atravessa a rua, pega chuva e tosse, mas o velho não pára;
O velho canta, coça o braço, pega um cigarro, mas o velho não pára;
O velho faz que vai, mas fica;
O velho que faz que vem, mas vai;
Mas o velho...
O velho não pára.
Domingo, Fevereiro 15, 2004
Clima de Brasilia ou pseudo verão
"(...) Nem sempre o sol brilha,Também há dias em que a chuva cai(...)
Ainda bem que meu coração está aquecido...O resto é umidade. E quanta!
Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
Insustentável leveza do ver
Não sei bem quando e onde, mas ter lido um conto da Clarice Lispector que trata da miopia (infelizmente não sei o nome) me fez entender um pouco mais esse universo de pessoas que ainda que tenham que usar óculos preferem por vezes não fazê-lo. Fui ao oftalmologista hoje. Agora é fato.Minha miopia aumentou. Mas não quero mais ver o mundo borrado ou só vê-lo nítido quando eu quiser. Vou usar lentes de contato. Depois da decisão fiquei pensando o porque do nome. Certamente não é porque você terá maior contato com a realidade.O conto falava de um rapaz míope que observava uma certa situação. Naquele momento, ele usava seus óculos para não perder qualquer detalhe. De repente, a situação e o que via o desagradaram. Não pensou duas vezes. Tirou os óculos e voltou para o seu mundo. É isso. Acho que o míope, de certa maneira, tem um mundo próprio. Tomei a decisão de sair dele ou de pelo menos dividi-lo. Mas existe pelo menos uma situação única para um míope:
Noite de lua cheia : só entende quem vê
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004
Ora, ora vejam só. Eu, menina independente pseudo blá-blá-blá, mais uma vez cai na armadilha das minhas palavras. Desde janeiro fiquei presa em pelo menos três. De caçadora virei caça, mas não fui abatida. Às vezes, é bom saber que nem tudo o que pensamos é verdade, pelo menos não totalmente. Cai em pé. Sempre caio.
