Sábado, Agosto 28, 2004

Como se fosse

Como se fosse


Depois daquele dia, ela prometeu que jamais faria o que prometera fazer. Já o fizera. O tempo, amigo do todo, parava por um instante. Sem novidades ou notícias importantes, as horas passavam como as crianças que todos os dias cruzavam a rua em busca da bola colorida. Um suspiro e tudo já era uma vez. Duas e mais de três. Sentou-se, mas não podia esperar. Não sabia o que era isso e nem o que significava. Abria e fechava a porta como que para entender a continuidade das coisas. Nenhuma resposta. Um vulto cruza o espaço que fizera com o movimento repetitivo. Não era mais ninguém do que qualquer outra pessoa que pudesse ser. Um chapéu, uma maça, um olhar e um quase alguém. Isso nada lhe dizia. Cansou-se. Dessa vez, como jamais decidira nada, continuara de pé pelo resto de qualquer momento.